Sou o que sou

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Sampa, SP, Brazil
Sou terra, por ter razões. Sou berro, se aberrações. Sou medo, porque me dou. Sou credo, se acreditou
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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dia da Mentira



Quando se abre o 1º de abril
vem à tona um assunto pueril
é o dia que homenageia
o que mais o homem permeia,
grande intriga sempre inspira
a sempre mal explicada
e nunca bem entendida,
a danada da Mentira!

Diz o nosso grande Ariano Suassuna,
poeta maior, sem nenhuma lacuna,
que a poesia prescinde da verdade,
o contrário da pura e nobre ciência
que precisa da prova à experiência
para exprimir certeza e proficuidade...

Por ser sonho livre, vago e belo
decerto a poesia é mentirosa
Fala-se, canta-se, faz-se libelo,
tudo ao bel prazer dum trovador...
Contudo não se iluda, caro leitor
pois amiúde, sem nenhum pudor
com o mesmo esmero e igual fervor,
também mente, descaradamente

a pretensa e orgulhosa prosa!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

As sete chaves


Eram sete, as chaves
que abririam a imensidão
a primeira, a caixa branca
a segunda, a solidão
a terceira, a alma franca
a quarta, toda ilusão
a quinta, a pequena tranca
a sexta, o X da minha equação
a sétima?...fica ao mistério
da nossa imaginação...

(dedicado ao amigo das terras lusitanas, Rui Condeça )

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Pierrô e Colombina


ah!...saudosos carnavais...

de serpentinas e confetes, nos quintais
de Colombinas cantadas nas esquinas
de seus Pierrôs , dos amores imortais...

ah!...saudosos sarais...
de bailes ingênuos, plenos de alegrias
das marchinhas e serestas modais
máscaras, lança-perfumes e arrelias
dos gazebos, fantasias e que tais...

ah!...preferidos carnavais
esses não voltarão, jamais!

"...oh! abre alas, qu'eu quero passar..."

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Eco_lógica






um
semen
semente
um galho
um tronco
dois galhos
quatro folhas
quinze árvores
dezesseis galhos
dezessete troncos
dezenove florestas
trinta e cinco galhos
duzentas e dez folhas
trezentas e quatro flores
um milhão e cem mil galhos
cinco milhões e meio de florestas
toda vida
toda vida
toda vida
toda vida
toda vida
toda vida
todo um planeta..............................................

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Poemeto à fragilidade
















Há de ter-se, assim, palmar docilidade,
quão menos doces forem os tempos
ser dócil, requer-se linear habilidade
para se alcançar pleno adoçamento

Ser dócil, não é adoçar-se ao extremo
nem tampouco, faz-se o doce, tão fácil
pode-se ser grande, e parecer-se pequeno
bem como o olhar, auferir-se ao tátil

Quão frágil deverá ser o que verga,
mais tenaz se mostrará o caule e a flor
o dócil, vem de quem assim, o enxerga
tão mais doce que lhe seja o ardor

Se dóceis forem, esses  frágeis  versos
tão loquazes assim, lhes serão, docemente
com a força mansa destes ventos dispersos
espargir-se-ão aos quatro cantos, eloquentemente...

(para LF)

sábado, 29 de dezembro de 2012

um ano novo, de novo...




Quem acha que o ano novo é um “tudo outra vez”,
com sua licença, se engana redondamente. Eu, com meus botões,
penso um pouco diferente...

O ano novo é uma nova porção, de batata frita sequinha
uma toalha de mesa limpinha, com bordado de coração,
ou uma porção de abraço apertado, cheio de boa intenção.

Ano novo é seguir em frente, melhorando o nosso bom
e reparar os próprios erros da gente...
Se acertou, mostre como fez e compartilhe.
Se errou, admita...E para não repetir, reflita!

É cuidar do caminho, o seu próprio. E do outro quando necessário, com o mesmo carinho...
É convidar pra andar junto, mas também ser forte pra ter que andar sozinho...

É ficar alerta, com a mente aberta pra não ser enganado
pois nem sempre o outro estará bem intencionado...
É , com esforço, tentar perdoar, para que seja também perdoado...

É permitir-se ir à luta, não atrapalhando, do outro, a estrada
e preparar-se ao sol escaldante da vida, bem como longa invernada...

O ano novo poderá ser um “tudo de novo” ou realmente “algo de novo”...

Tudo depende, se é que me entende,
de algo mais abrangente, algo que façamos de diferente,
algo que venha com toda a força de vontade da gente! 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Mensagem aos nossos pais




Mensagem aos nossos pais

São as madrugadas passadas em claro é que contarão esta estória.

Madrugadas de olhos bem abertos. Atentos a tudo e a qualquer mínimo movimento nosso.
São noites de mãos afagantes, respirares  cortados, suspirares contidos. De gestos comedidos.
Noites intermináveis, ao lado de nossas camas, com as mãos dadas com a gente, carinho na testa para aproveitar e sentir se estamos com febre.

São os olhares preocupados, mas ao mesmo tempo, olhares serenos, doces, que nos acariciam e nos dão alento, e tiram nossas dores.
Às vezes até funcionam melhor que os remédios, porque estes olhares tem componentes  que nenhum remédio possui : carinho, amor, força, e principalmente esperança.

São noites ao lado de nossos leitos, ou em casa, ou nos hospitais, nos embalando em seus colos acolhedores, sempre serenamente e sorrindo, a nos inspirarem confiança e bem estar, mesmo que por dentro vocês entejam chorando e temerosos de um porvir duvidoso.

Noites e dias com os dedos cruzados, ou em nossos dedinhos pequenos, nos segurando suavemente, mas com a força enorme de seus amores, ou cruzados em prece, a pedir ao Pai Maior, por nossa saúde, nossa cura, nosso restabelecimento, e, sobretudo, para ver-nos sorrir novamente e sempre, apesar de nem sempre estarmos aptos a sorrir, pelas nossas vicissitudes.

Mas, é com o som emanado de suas vozes, com a vibração espargida pelos seus corações, com as ondas de pensamentos positivos é que nos fazem ao menos tentarmos sorrir sempre, sejam quais forem os embaraços que nos possam afligir.

É nas superações diárias de obstáculos que por vezes nos parecem intransponíveis, que nos apoiam com sua força e sua garra arrebatadora, de sempre atingirmos um futuro mais promissor, ultrapassando dificuldades e alcançando passo a passo, as metas de nossas curas.

É no entrelaçamento de nossas almas, as almas de pais e filhos, é que toda esperança se renova  a cada noite mal dormida, a cada dia completamente dedicados a nós, e vivido para nós, ao nosso lado, sem esmorecer nem um segundo, mesmo que saibamos que, por dentro estejam padecendo mais ainda do que nós mesmos, em ver-nos sentir qualquer mínima dor.

Toda nossa recompensa maior vem do seu inestimável e incondicional amor a nós, nossos tão amados e inseparáveis pais.
Deus os abençoe em Sua infinita bondade, e que, de toda forma, nos uma para sempre, nesta corrente de amor, proteção, cura e carinho eternos!


(para o Hospital Infantil Darcy Vargas)


sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Poemeto para estes nossos novos tempos...

Como na vida, por aqui, ou no "FB"
nada é mais do que antes,
tudo é velho, tudo se prevê
vem e passa, vira escombros

uma coisa se sobrepõe à outra
o que era novo e sui generis,
agora dá-se aos ombros...
Todo passado vai ao baixio
se afoga rapidamente,
soterrado inclemente,
vira puro extravio...
Por aqui, como na vida
quando vem o dito novo
o velho já é coisa banida...
o que agora se exorta
num átimo ,não mais nos importa
sucumbem-se em si mesmos
enterra-se e fecha-se a porta...



sábado, 1 de setembro de 2012

Trágica sina


Não nos façam loas, pois o vício da vaidade é faminto; Afastem-nos das aclamações mundanas, porque a nós, quem nos aplaude é menos; Desviem-nos os lampejares que espocam aos instantâneos brilhos efêmeros, os holofotes e tochas, pois os que nos reluzem nos adulam, de toda sorte, sobretudo; Não nos icem; Não nos sobejem à toa; Não nos cortejem; Não nos lambam os sacos, pois a morte é a mais certa das moradas, e tombaremos d’àquela loa, da última sobremesa dum banquete de soberbas. Os elogios sorridentes que nos parecem bem quistos são mal vindos, pois menos dias, se tornará escárnio, excremento e enfastio,  como sempre o foram, escamoteados. Os gritos histéricos da fama difamam. Trazem o sólito da mediocridade perene e instam os espelhos da obsolescência, às respostas fáceis - O óbvio; Não nos incitem à comiseração dos ímpios, pois somos eles mesmos, cada qual a seu tempo, os ímpios e miseráveis, que voltarão ao pó, do barro que viemos; Não nos traguem as nossas urinas enfumaçadas pelo chumbo das celebridades enfadonhas; Não nos louvem às caricaturas emergentes; Não nos dependurem aos cravos de uma cruz de aparências e conjecturas filosóficas; Não nos perpetuem em mausoléus de farinha, sal e estrume. Não nos guindem aos céus púrpuros de açoites permitidos; Não nos vejam nem nos olhem; Não nos ouçam nem nos escutem; Não nos acompanhem nem nos sigam. Não nos amem nem nos desamem. 



Isso é tudo o que temos e não queremos.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Simone de "Bom Voar" [desde que Sartre permita]


Mesmo que minha espinha existencial não permitisse
ainda assim, sorriria com a beleza do teu sorriso aberto
como um acorde de 7ª, tão maior quanto se possa...
[Que não a constelação, da Ursa maior, como a 7ª]

Mesmo que minha veia existencial não quisesse
ainda assim, dançaria com a leveza que já me falta
como um lorde espanhol, depois da tourada...
[todo flamenco, sapateado e castanholas]

Mesmo que não olhasse mais para o paraíso e nada mais visse
ainda assim ouviria oboés e flautas
saindo de teu olhar descoberto
como algo que se busca num universo paralelo, algo de belo...
[fractais melódicos, saberíamos todos, antecipadamente]

Mesmo que nada mais faça, porque meu corpo já limita
ainda sim, imitaria os teus gestos com simbiose camaleônica
como quem, ave sem rumo,
o pássaro menor baila e o voo imita...
[águia de fátuo, suba e não caia, pássaro Ícaro de Paris]

Mesmo que minha existência duvidosa e sóbria , já findasse
ainda sim, soariam cordas timbradas em teus suspiros íntimos
como que sustentassem todo ego, dentro de uma escala sinfônica...
[o trem da vida, já descarrilha e estica como um raio de luz e parte]

Mesmo que tua existência desfocada
pela tristeza que avisa, levasse
ainda assim, sentiria todo ritmo embutido em tua imagem
como se um spot teatral, multicolorido, girasse em teu redor...
[Smoking e vestido longo, num baile regado a trompetes]

Mesmo que minha desistência sartreana, insistisse em existir
ainda assim, roubaria tua tez alva para clarear minha escuridão
como que se a lua, nos seu mais banal, alumiasse a tua efusiva imensidão...
[Jazem lentos os trombones, anunciando o amanhecer desta noite perdida]

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Arco íris



7 cores
Era uma vez
7 olores
um toque, uma tez
7 sabores
mais um beijo,
o que foi que me fez?

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

S.O.S

São tempos tombados
Olhares profundos
Sorrisos trincados

Serpentes cavalgam
Ostentam a guerra
Separam as almas

Santos entoam
Odes aos anjos
Serafins dos tempos...


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

XYZ-PQP-Sampa!


“ãn passã”
sampa, sampa, sampa
n’est pas , sampá?

san pá tupi
turiaçú anhaguera
ibirá puera ita quera
a aldeia é aqui

sampa nipon
sampa sam
arigatô japon

samp’italia
san genaro
san paolo
te quiero pita
aglio ed oglio

sampa de nossosinhô
do bom retiro
sampa da bahia
de todos os sampas
oxiiii...axé...oxalá
shana tova!

sampa states
of course!
loco_motion
loco_motivation

sampa loka paca
paca no tietê
sujo-absujo
surdo-absurdo
mudo?-não mudo
só saio e volto no voto
e...só saia se for
à praia!

paulista_no
devoto...

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O percevejo



Lá vem o percevejo
zunindo, lá do brejo
Pra que serve um percevejo
depois que o elejo?

O que faz um percevejo?
vem e some, num lampejo
ele só tem um desejo
sugar o sangue, seu ensejo

Lá vai o percevejo
fugindo do vilarejo
depois que o elejo
nunca mais o vejo

Para onde corre, o percevejo?
Será para terras de Além Tejo?

Vai, sorrateiro percevejo
suga teu sangue de sobejo
enquanto aqui, eu pelejo
e meu dinheiro, a ti, despejo

Sai, sórdido percevejo
tens índole dum canejo
some em teu podre varejo
que a ti, não mais reelejo
pois seguirei o teu cortejo...

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Sobre marcos, pontes e mourões


Entre vales e montes, lá ia o menino franzino
chutando as latas do tempo, sorrindo desatino..

Mal sabia aquele pequeno menino
quem em meio aos seus sertões
cantaria suas estrofes em língua afiada
sobre as pontes da vida, aguçados mourões...

Entre estradas e casas ocres , lá ia o sorridente menino
sonhando brasis menos pobres, sob forte sol a pino

sorvendo sabor de doce manga
chutando as pedras à toa, marco repentino
sem qualquer loa ou zanga
vivendo o momento, com o dia matutino

Entre linhas, folhas e letras, lá vinha o mestre menino
ensinando sonhos ao vento, andante peregrino...


(uma singela homenagem ao poeta, ensaísta e escritor, Professor Marcos Pontes Moura)

domingo, 1 de janeiro de 2012

Jahre vergehen



anos e anos
todos, fraque e panos
e, em assim sendo
vai-se um, entra outro
um velho, outro louco
as ruas molhadas
continuamos vendo
o andarilho negro
segue a vida,
chovendo...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Gueixa



oh! nívea gueixa
louco, é como me deixas...
me embriagam teus olhos puxados
pela pintura excêntrica, amendoados
ainda beijarei tua boca vermelha
da cor que vem da centelha
desdobrado em origami
me diga se há alguém
que, por aqui e acolá, mais te ame!

Enrola-me no teu dorso em sono
nas tiras apertadas de teu quimono
dopa-me com teu saquê sabor instinto
pois inda me embrenharei perdidamente
neste teu tênue labirinto...

oh! gueixa, eternamente discreta
que enfrentou insanos impérios
padeceu condescendente e quieta
amou escondida, nobres e samurais
segredou de todos, os nossos mistérios
e levou-os à tumba fria e reta
nos desvelos dos Titãs imperiais...

Até o Japão, desbravarei teus 7 mares
tirarei meus sapatos e ajoelharei
em teus esfumaçados altares
e depois, de aprender teus segredos
audazmente , mitigarei meu medos
e ao meu corcel em fuga, te içarei...

Deixa, minha serena gueixa
te tomar em meus intensos braços
me prender em teus doces laços
beber tua cristalina lágrima
abrir-te como adormecida crisálida
vem!... Preenche e doma
meus fecundos espaços
vem!...torna-me teu axioma...

sábado, 26 de novembro de 2011

Jão que sonhava


E então, era o Jão que sonhava
e sonhava, e sonhava, e sonhava
era Jão que sonha o sonho de ser remador
que sonhava em ser o mais forte semeador
e sonhava o sonho que vinha
viesse de onde vinha
dum cacho de uva ou d’outra sardinha
duma lata amassada ou vã ladainha
e sonhava, e sonhava, e sonhava
que tinha o sonho dum grande amor

Era então que sonhava o sonho de tolo
dum copo de sonho, um pedaço de bolo
e sonhava que a linha do seu horizonte
viesse como vinha, de trás de um monte
e sonhava, e sonhava, era o Jão que não tinha
era o Jão que não vinha, dum vinho de bodas
dum sonho, poucas bocas e rimas todas
e sonhava, e sonhava, era assim
como um sonho, de tolo risonho
era Jão que num sonho, sonhava tristonho

E então belo dia, de barriga vazia
sonhou o que sonhavam , de dentro da pia
que sonhava o sonho dum pão que não existia
e fazia, e queria, e pedia, e sofria
todo sonho sonhado, dum Jão que dizia
“que sonho faminto, minha Ave Maria !”

Era então que sonha o Jão
dum sonho de brisa, num danado calor
e sonhava, e sonhava e cantava
com todo sonho de fé e louvor
e falava, e chorava, e gritava
“Valhe-me meu Jesus Cristo,
que na sua cruz, morreu por amor,
me faz ver o que o justo tinha visto,
filho dos sonhos do Nosso Senhor !”

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Israel (ou "os três sóis de Judá")


De qual Anjo
sairia
áurea lança ?
Qual das Mulheres
geraria
aquela criança ?
Em qual deserto
faria
aquela andança ?
Em qual terra
nasceria
toda esperança ?
De qual reino
surgiria
a vizinhança ?
De qual povo
brotaria
tal confiança ?
Qual tribo
bailaria
a célere dança ?
Para qual povo
se faria
a festança ?
De quem
irromperia
tal liderança ?
Qual Arca
guardaria
tão forte aliança ?
Em que Paraíso
perpetuaria
toda abastança ?
De qual José
se esperaria
tal bonança ?
Em qual das Marias
se plantaria
tal semente
de mudança ?

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Futuro do pretérito (ou um espaço entre o nada e o lugar nenhum)



Depois de um espirro, enxergo o breu dos meus olhos em 3D
Zettabytes de emoções, que são tantas, como já disse RC
minha memória não é a mesma, mesmo a que está no HD
universos paralelos, íntimos zigotos, entre mim, eu e você

Depois que lavo as mãos é que ligo minha obscura TV
enxugo lágrimas de olhos vítreos, que nunca nada prevê
jatos de areia cintilantes riscam um intocável LP
sem fatos obstantes, nem ao menos dizendo o porquê

de fato, ela me achou um chato ou com cara de pato ?
ia fazer comigo , olhando pro seu belo umbigo, o que ?
Mais uma peça pro seu joguinho ruim à beça
assim, assado, tão mesquinho, pra encaixar no seu bilboquê ?

Hoje meu pescoço está me matando, problema de osso
a gente vai levando, com chazinho de tremoço e
biscoito Piraquê, mas só com manteiga de leve, sem patê !
E vê se não se atreve, voce não é uma leiga nem nada,
nem vem com queijo e goiabada que estou mais pra suflê !

O problema é que o que mata é a saudade
e não tenho mais idade pra esse tido de dilema
e minha preguiça já nasceu, diferente da lingüiça,
sem o sonoro trema, já dentro do esquema
de toda sua identidade...e daí ?

Brigo com irmão, sacristão e prima,
mas nunca perco a minha rima...
Economize papel, jogue fora essa poesia
mais triste que anestesia
desligue a impressora, esconda da professora
e não imprima...
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