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quinta-feira, 1 de março de 2012

Simone de "Bom Voar" [desde que Sartre permita]


Mesmo que minha espinha existencial não permitisse
ainda assim, sorriria com a beleza do teu sorriso aberto
como um acorde de 7ª, tão maior quanto se possa...
[Que não a constelação, da Ursa maior, como a 7ª]

Mesmo que minha veia existencial não quisesse
ainda assim, dançaria com a leveza que já me falta
como um lorde espanhol, depois da tourada...
[todo flamenco, sapateado e castanholas]

Mesmo que não olhasse mais para o paraíso e nada mais visse
ainda assim ouviria oboés e flautas
saindo de teu olhar descoberto
como algo que se busca num universo paralelo, algo de belo...
[fractais melódicos, saberíamos todos, antecipadamente]

Mesmo que nada mais faça, porque meu corpo já limita
ainda sim, imitaria os teus gestos com simbiose camaleônica
como quem, ave sem rumo,
o pássaro menor baila e o voo imita...
[águia de fátuo, suba e não caia, pássaro Ícaro de Paris]

Mesmo que minha existência duvidosa e sóbria , já findasse
ainda sim, soariam cordas timbradas em teus suspiros íntimos
como que sustentassem todo ego, dentro de uma escala sinfônica...
[o trem da vida, já descarrilha e estica como um raio de luz e parte]

Mesmo que tua existência desfocada
pela tristeza que avisa, levasse
ainda assim, sentiria todo ritmo embutido em tua imagem
como se um spot teatral, multicolorido, girasse em teu redor...
[Smoking e vestido longo, num baile regado a trompetes]

Mesmo que minha desistência sartreana, insistisse em existir
ainda assim, roubaria tua tez alva para clarear minha escuridão
como que se a lua, nos seu mais banal, alumiasse a tua efusiva imensidão...
[Jazem lentos os trombones, anunciando o amanhecer desta noite perdida]

7 comentários:

mARa disse...

ainda assim, roubaria tua tez alva para clarear minha escuridão
como que se a lua, nos seu mais banal, alumiasse a tua efusiva imensidão...
[Jazem lentos os trombones, anunciando o amanhecer desta noite perdida]

JOe/Joe/Joe/ que maravilha ler isso nessa insone madrugada! POr certo a minha não será perdida depois de ler tuas letras melodiosas...suspiros!

Bjo! vou compartilhar, lógico! Merece ser lido e relido. ;)

MIRZE disse...

Maravilha, Joe!

Pelo menos agora sei que minha existência desfocada pela tristeza, serve para alguma coisa.

Belíssimo poema que vai crescendo em tons, acordes e cor, e instrumentos diversos, também sentidos!

Bravo, poeta!

Beijos

Mirze

Fred Caju disse...

Saudações quem aqui posta e quem aqui visita.
É uma mensagem “ctrl V + ctrl C”, mas a causa é nobre.
Trata-se da divulgação de um serviço de prestação editorial independente e distribuição de e-books de poesia & afins. Para saber mais, visitem o sítio do projeto.

CASTANHA MECÂNICA - http://castanhamecanica.wordpress.com/

Que toda poesia seja livre!
Fred Caju

Anônimo disse...

Quando amamos com a alma, amamos melhor...
Difícil é transferir isso para a realidade da vida, mas poesia é para isso mesmo: fazer da vida poesia!
Beijos
Nádia

Anônimo disse...

Joe
Não entendi, mas não saiu meu blog...rs
Não sou anônima! rsrsrs
Sou NÁDIA do CAIS DO ORIENTE! rsr
Beijos

Anônimo disse...

Quanta sensibilidade !!
Quando amamos com a alma, amamos melhor...
O difícil é transferir isso para a realidade da vida, mas poesia é para isso mesmo: fazer da vida poesia...
Beijos
Nádia

CAIS DO ORIENTE disse...

Simplesmnete LINDO !!!
Sartre não sabia de nada, mas vc sim...rs
Bjs
Nádia

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