Sou o que sou

Minha foto
Sampa, SP, Brazil
Sou terra, por ter razões. Sou berro, se aberrações. Sou medo, porque me dou. Sou credo, se acreditou

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Noite silente








Sons silentes
sibilam salientes
soprando sozinhos
silenciosamente.
Negam o negrume,
na noite nascente.
Nadam no nulo,
notívagos no nada,
inadvertidamente...

quarta-feira, 1 de maio de 2013

verbo




Sobre rodas
penso
num poema
suspenso

Sob rosas
danço
num fonema
intenso

Entre prosas
lanço
um dilema
imenso


Ante poças
venço
um esquema
propenso

Onde gozas
avanço
num teorema
sem senso...


minha diáspora



entre as lembranças,
das más e das boas...

entre as memórias,
das solenes e das “à toa”...

dentre as esperanças...
dentre as estórias...
as já consolidadas
e as que já vão se arrefecendo

sinto em dizer que,
mesmo não querendo,
meus fantasmas estão vencendo...

segunda-feira, 29 de abril de 2013

prenúncio


 
Na trama
de ter sido
um amor tecido,
o drama
de um estar
amortecido.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

terça-feira, 23 de abril de 2013

[curto poema meta-geo-astrofísico-numérico ou “O teu círculo do meu losango”]



Foram nos teus binômios triangulares
que me embalei nos algoritmos...

Aritmeticamente compassados
em teus braços trigonométricos
hipotenusas e senos entrelaçados
geometricamente determinados...

Na quântica mecânica dos teus lábios
sobrepus em cosseno adjacente
os meus equacionáveis ângulos
um tanto retos, nada obtusos ,
congruentes, muito abrangentes
arcos oblíquos, certamente...

Mas na minha macro somatória
numa tempestade cósmica aleatória
o pulso era de paralelamente quantizar,
no paradoxo poligonal espaço-tempo
tua raiz quadrada com o meu quasar
num vetorial cíclico de movimento...

sábado, 20 de abril de 2013

fuga














corre
corrosiva

mente
corrói 

e rói
o que mente
roa a corda
acorda
e sente a horda
sente na rua
arrua e corra

escorreita
mente
roa a raiva
corroa
a raia
só ria
sorrateira
mente
acorda
e corre
arraste e roa
a raiva
da raia
rastreada

mente.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

In Sur Gentes


Tem gente que é só tangente.
Nada abrangente.
Tampouco inteligente.
Trata índio como
indigente.

Índio é gente!
Urge alertar essa
gente insurgente.

Alertar urgentemente
esse tipo

de_mente emergente...

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Dia da Mentira



Quando se abre o 1º de abril
vem à tona um assunto pueril
é o dia que homenageia
o que mais o homem permeia,
grande intriga sempre inspira
a sempre mal explicada
e nunca bem entendida,
a danada da Mentira!

Diz o nosso grande Ariano Suassuna,
poeta maior, sem nenhuma lacuna,
que a poesia prescinde da verdade,
o contrário da pura e nobre ciência
que precisa da prova à experiência
para exprimir certeza e proficuidade...

Por ser sonho livre, vago e belo
decerto a poesia é mentirosa
Fala-se, canta-se, faz-se libelo,
tudo ao bel prazer dum trovador...
Contudo não se iluda, caro leitor
pois amiúde, sem nenhum pudor
com o mesmo esmero e igual fervor,
também mente, descaradamente

a pretensa e orgulhosa prosa!

sábado, 23 de fevereiro de 2013

As sete chaves


Eram sete, as chaves
que abririam a imensidão
a primeira, a caixa branca
a segunda, a solidão
a terceira, a alma franca
a quarta, toda ilusão
a quinta, a pequena tranca
a sexta, o X da minha equação
a sétima?...fica ao mistério
da nossa imaginação...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Pierrô e Colombina


ah!...saudosos carnavais...

de serpentinas e confetes, nos quintais
de Colombinas cantadas nas esquinas
de seus Pierrôs , dos amores imortais...

ah!...saudosos sarais...
de bailes ingênuos, plenos de alegrias
das marchinhas e serestas modais
máscaras, lança-perfumes e arrelias
dos gazebos, fantasias e que tais...

ah!...preferidos carnavais
esses não voltarão, jamais!

"...oh! abre alas, qu'eu quero passar..."

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Eco_lógica






um
semen
semente
um galho
um tronco
dois galhos
quatro folhas
quinze árvores
dezesseis galhos
dezessete troncos
dezenove florestas
trinta e cinco galhos
duzentas e dez folhas
trezentas e quatro flores
um milhão e cem mil galhos
cinco milhões e meio de florestas
toda vida
toda vida
toda vida
toda vida
toda vida
toda vida
todo um planeta..............................................

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Poemeto à fragilidade
















Há de ter-se, assim, palmar docilidade,
quão menos doces forem os tempos
ser dócil, requer-se linear habilidade
para se alcançar pleno adoçamento

Ser dócil, não é adoçar-se ao extremo
nem tampouco, faz-se o doce, tão fácil
pode-se ser grande, e parecer-se pequeno
bem como o olhar, auferir-se ao tátil

Quão frágil deverá ser o que verga,
mais tenaz se mostrará o caule e a flor
o dócil, vem de quem assim, o enxerga
tão mais doce que lhe seja o ardor

Se dóceis forem, esses  frágeis  versos
tão loquazes assim, lhes serão, docemente
com a força mansa destes ventos dispersos
espargir-se-ão aos quatro cantos, eloquentemente...

(para LF)

sábado, 29 de dezembro de 2012

um ano novo, de novo...




Quem acha que o ano novo é um “tudo outra vez”,
com sua licença, se engana redondamente. Eu, com meus botões,
penso um pouco diferente...

O ano novo é uma nova porção, de batata frita sequinha
uma toalha de mesa limpinha, com bordado de coração,
ou uma porção de abraço apertado, cheio de boa intenção.

Ano novo é seguir em frente, melhorando o nosso bom
e reparar os próprios erros da gente...
Se acertou, mostre como fez e compartilhe.
Se errou, admita...E para não repetir, reflita!

É cuidar do caminho, o seu próprio. E do outro quando necessário, com o mesmo carinho...
É convidar pra andar junto, mas também ser forte pra ter que andar sozinho...

É ficar alerta, com a mente aberta pra não ser enganado
pois nem sempre o outro estará bem intencionado...
É , com esforço, tentar perdoar, para que seja também perdoado...

É permitir-se ir à luta, não atrapalhando, do outro, a estrada
e preparar-se ao sol escaldante da vida, bem como longa invernada...

O ano novo poderá ser um “tudo de novo” ou realmente “algo de novo”...

Tudo depende, se é que me entende,
de algo mais abrangente, algo que façamos de diferente,
algo que venha com toda a força de vontade da gente! 

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Mensagem aos nossos pais




Mensagem aos nossos pais

São as madrugadas passadas em claro é que contarão esta estória.

Madrugadas de olhos bem abertos. Atentos a tudo e a qualquer mínimo movimento nosso.
São noites de mãos afagantes, respirares  cortados, suspirares contidos. De gestos comedidos.
Noites intermináveis, ao lado de nossas camas, com as mãos dadas com a gente, carinho na testa para aproveitar e sentir se estamos com febre.

São os olhares preocupados, mas ao mesmo tempo, olhares serenos, doces, que nos acariciam e nos dão alento, e tiram nossas dores.
Às vezes até funcionam melhor que os remédios, porque estes olhares tem componentes  que nenhum remédio possui : carinho, amor, força, e principalmente esperança.

São noites ao lado de nossos leitos, ou em casa, ou nos hospitais, nos embalando em seus colos acolhedores, sempre serenamente e sorrindo, a nos inspirarem confiança e bem estar, mesmo que por dentro vocês entejam chorando e temerosos de um porvir duvidoso.

Noites e dias com os dedos cruzados, ou em nossos dedinhos pequenos, nos segurando suavemente, mas com a força enorme de seus amores, ou cruzados em prece, a pedir ao Pai Maior, por nossa saúde, nossa cura, nosso restabelecimento, e, sobretudo, para ver-nos sorrir novamente e sempre, apesar de nem sempre estarmos aptos a sorrir, pelas nossas vicissitudes.

Mas, é com o som emanado de suas vozes, com a vibração espargida pelos seus corações, com as ondas de pensamentos positivos é que nos fazem ao menos tentarmos sorrir sempre, sejam quais forem os embaraços que nos possam afligir.

É nas superações diárias de obstáculos que por vezes nos parecem intransponíveis, que nos apoiam com sua força e sua garra arrebatadora, de sempre atingirmos um futuro mais promissor, ultrapassando dificuldades e alcançando passo a passo, as metas de nossas curas.

É no entrelaçamento de nossas almas, as almas de pais e filhos, é que toda esperança se renova  a cada noite mal dormida, a cada dia completamente dedicados a nós, e vivido para nós, ao nosso lado, sem esmorecer nem um segundo, mesmo que saibamos que, por dentro estejam padecendo mais ainda do que nós mesmos, em ver-nos sentir qualquer mínima dor.

Toda nossa recompensa maior vem do seu inestimável e incondicional amor a nós, nossos tão amados e inseparáveis pais.
Deus os abençoe em Sua infinita bondade, e que, de toda forma, nos uma para sempre, nesta corrente de amor, proteção, cura e carinho eternos!


(para o Hospital Infantil Darcy Vargas)


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Valsa "D'orange"

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Poemeto para estes nossos novos tempos...

Como na vida, por aqui, ou no "FB"
nada é mais do que antes,
tudo é velho, tudo se prevê
vem e passa, vira escombros

uma coisa se sobrepõe à outra
o que era novo e sui generis,
agora dá-se aos ombros...
Todo passado vai ao baixio
se afoga rapidamente,
soterrado inclemente,
vira puro extravio...
Por aqui, como na vida
quando vem o dito novo
o velho já é coisa banida...
o que agora se exorta
num átimo ,não mais nos importa
sucumbem-se em si mesmos
enterra-se e fecha-se a porta...



sábado, 1 de setembro de 2012

Trágica sina


Não nos façam loas, pois o vício da vaidade é faminto; Afastem-nos das aclamações mundanas, porque a nós, quem nos aplaude é menos; Desviem-nos os lampejares que espocam aos instantâneos brilhos efêmeros, os holofotes e tochas, pois os que nos reluzem nos adulam, de toda sorte, sobretudo; Não nos icem; Não nos sobejem à toa; Não nos cortejem; Não nos lambam os sacos, pois a morte é a mais certa das moradas, e tombaremos d’àquela loa, da última sobremesa dum banquete de soberbas. Os elogios sorridentes que nos parecem bem quistos são mal vindos, pois menos dias, se tornará escárnio, excremento e enfastio,  como sempre o foram, escamoteados. Os gritos histéricos da fama difamam. Trazem o sólito da mediocridade perene e instam os espelhos da obsolescência, às respostas fáceis - O óbvio; Não nos incitem à comiseração dos ímpios, pois somos eles mesmos, cada qual a seu tempo, os ímpios e miseráveis, que voltarão ao pó, do barro que viemos; Não nos traguem as nossas urinas enfumaçadas pelo chumbo das celebridades enfadonhas; Não nos louvem às caricaturas emergentes; Não nos dependurem aos cravos de uma cruz de aparências e conjecturas filosóficas; Não nos perpetuem em mausoléus de farinha, sal e estrume. Não nos guindem aos céus púrpuros de açoites permitidos; Não nos vejam nem nos olhem; Não nos ouçam nem nos escutem; Não nos acompanhem nem nos sigam. Não nos amem nem nos desamem. 



Isso é tudo o que temos e não queremos.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Aos 50




Aos cinquenta,  nos parece à metade
Já que cem, seria nosso ápice de vida
desde que Matusalém, perdeu a idade
desejamo-la, por  demais, estendida 

Aos cinquenta,  pela conta média e certa
vê-se tudo antes, como num retrovisor
por vezes isso, faz-se no peito, que aperta
eras passadas, com mais ou menos dor

ah!...Quem dera retroagir  por algum tempo
e buscar com lente e foco, o que foi perdido
pinçar todo o nobre, e enterrar o que foi ferido

ah!...Quem sabe dum futuro à frente, requerido
e ao porvir dar-se justo e esperado provimento
ver-se o que virá à adiante,o merecido acalento...

(para uma querida pessoa que passou pela minha vida,
completando hoje, 50 anos de vida.)

sábado, 11 de agosto de 2012

Em nome do Pai, em nome do Filho




Sou teu filho, sou teu pai
fui teu pai, fui teu filho
Tive em ti exemplo que dei
deu a mim, o que depois, leguei
Surgiste de outro, mais longe
que veio de outro, e te gerou
legou a ti, o que herdou
herdei de longe, o que legou
Sou teu pai, meu filho
serás pai do que herdastes
Teu filho herdará do longe
que, um dia, meu pai estará
como o dele, já não mais está,
como é certo que
o filho do teu filho
assim, de mim, lembrará...
Sou teu pai, ainda que filho
Pai, sou teu filho, embora pai
Filhos e Pais que sempre seremos
De  longe, de agora, do Eterno
Em nome do filho que é pai
em nome do pai que é filho
em nome te todos, Pais e filhos
de mãos dadas, em laços paternos
nos perpetuaremos...





segunda-feira, 6 de agosto de 2012

O trinado dum sopro num fauno de Debussy.(Quando Nijinsky sorriu.)


DE REPENTE VEIO A VOZ DA VEZ E DISSE : DE FACTO ONDE CONGELA-SE O TATO É DONDE DEITA-SE O ÓLEO NO FATO DAQUELE QUE “JAZZ” MORIBUNDO.

A MOÇA QUE CHOVIA EM PRANTOS DESOLADOS, ALAVA-SE AO SOL DE QUIMERAS DOCES, SINGELAS GELADEIRAS ESTRELADAS EM ESTEIRAS, CAINDO ÀS BEIRAS, DE DIAS QUE SE FORAM SEMPRE IDOS DESPERCEBIDAMENTE SÔFREGOS. QUANDO O DÉCIMO PASSO ATINGIRA O POSTO, OPOSTO DUM ROSTO ONDE CÍLIOS DE SÍRIOS ACASALAVAM EM METAMORFOSE ULULANTE. DURANTE O QUE ANTES ERA O FOGO, PERPETUARAM-SE LÚGUBRES POÇAS ENLAMEADAS NO SUOR DOS COITOS JAMAIS PROPOSTOS.

JACTÂNCIAS EMERGIAM EM BORBULHAS DE CHAMPANHES AZEDOS E CORROÍDOS. AMORFOS SINOS SOAVAM ENTRE TONS E SEMITONS DOS GÓLGOTAS PETRIFICADOS DE ONDE VEM ESSA VERVE INSULTANTE QUE ESPEZINHA E AFRONTA OS CORCÉIS DE DORSO AZULADO?  NAQUELE MESMO DIA, PELO ANOITECER, JÁ VINHAM VASTOS OS PASTOS COBERTOS DE AREIA MÓRBIDA. NADA MAIS IMPORTAVA AOS SONHADORES DE RELÍQUIAS BENFAZEJAS. AS PEDRAS ESTAVAM DESCOBERTAS E O LINHO SE ESGARÇAVA COMO O VÉU DAS NOIVAS ANORÉXICAS NO VENTRE DA CAPELA SOMBRIA. MAIS SE ARVORARAM OS FUGITIVOS DA NOITE, EM RESCALDO UNÂNIME, PELA DÁDIVA SECRETA DOS DEUSES DE OUTRORA. A AVE SUAVE BAILAVA NA MENTE DOS POVOS DE ABRÃO E ABSÉ.

TODA FÚRIA DO VENTRE MATERNO, QUE JORRAVA O SANGUE DO ÚTERO SAGRADO,  ANIQUILARIA PARA SEMPRE OS DARDOS SUICIDAS. CORAIS ENTOAVAM EM TOM DE ALABASTRO, CORES CANTADAS DE MARES BRAVIOS QUE ESPRAIAVAM NA FUGA GENEROSA DE UM PASSE ACADÊMICO. AONDE IRÃO OS ENAMORADOS POR ESPELHOS TRINCADOS, SERÁ POR ONDE ESCAPARÃO DE MANHÃ ESCONDENDO-SE NAS CAVERNAS DO INSTINTO E CONSELHO. NO CÉU DO DESFRUTE, AMAZONAS CAVALGAM AO OLIMPO, AMEALHANDO CORAÇÕES DESPEDAÇADOS.

NA CASA PEQUENA, DE TELHADO IRREGULAR, SAIA A FUMAÇA DE UM AMOR BEM ASSADO, COM CHEIRO DE PÃO FRESCO, AZEITE E SAL. TODOS SE REUNIAM EM VOLTA DAS MESAS FALANTES, ONDE ASSOBIOS INVISÍVEIS DESATINAVAM AS MENTES E CORAÇÕES CAMARADAS. ELES NASCERAM PARA ENSINAR-NOS QUE VIRIAM AINDA.

A CANTORIA ERA IRREGULAR, COMO O PISO DA SALA DE JANTAR, MAS O CALOR ERA INTENSO, QUE VINHA DE DENTRO, DO CENTRO, DAS ALMAS AGLUTINADAS NO AR.

QUANTOS CENTURIÕES SERÃO PRECISOS PARA QUE OS CAMPOS SE PERPETUEM EM RELVA ABSTRATA? NAQUELA MESMA ARENA ONDE LEÕES DEVORARAM SERES AS ESPAÇONAVES POUSARIAM TRAZENDO A COLÔNIA DE ABELHAS MELÍFERAS.

DOCES SONHOS, ONDE TUDO ERA PAZ E CANÇÕES SIMPLES, ESTAVAM SENDO LEVADOS DALI,  SABE-SE ATÉ ONDE. AS MÁSCARAS FORAM DEPENDURADAS, UMA A UMA, POR DETRÁS DAS PORTAS. A LUZ REVESTIA DE OURO, AS CORTINAS RECÉM-LAVADAS.

TUDO ERA ILUSÃO, MAS SOMENTE O QUE RESTARA, FOI O AMOR DESVELADO E ENTRISTECIDO PELA POEIRA DAS CINZAS DUMA FÊNIX, QUE TEIMAVA EM QUEIMAR ATÉ DESINTEGRAR-SE NO ÉTER. O PRÍNCIPE LEVA A MÃO AO PEITO, E LANÇA SUA ESPADA EM DIREÇÃO AOS SEUS DRAGÕES ENSANDECIDOS. O VOO SERIA RASANTE E CERTEIRO COMO A FLECHA DO ARQUEIRO ZEN. TODA TRILHA NÃO VALEIRA A PENA, SE NÃO HOUVESSE AS MÃOS A SEREM DADAS E OS TOQUES APROVEITADOS.

A LUA CISMAVA EM LAÇAR RAIOS DE POESIA SIMPLES, PARA QUE AS NUVENS NÃO SE FERISSEM, E OS ANJOS NÃO SANGRASSEM DOCEMENTE ATÉ O PÓ DE ESTRELAS REAIS.

OS REIS ESTAVAM A POSTOS E NÃO TITUBEARIAM EM BENZER SEUS FILHOS, MESMO OS PRÓDIGOS. PORQUE ASSIM ESTÁ ESCRITO E PERMANECERÁ ETERNAMENTE EM SI, ONDE OS VENTOS SOPRAM E A BRISA É MORNA, COMO A QUE CAI  NO SAL DOS MARES RENITENTES. OS MESTRES ESTÃO EM POSIÇÃO DE CÍRCULO, E A VIDA VAI-SE.

PALAVRAS ABSORTAS DERRETERAM O GELO DE TODO UM POLO, E O PLANETA FOI DESVELADO, COMO A PAIXÃO DOS AMANTES PROIBIDOS, AQUELES QUE SUCUMBEM AOS TOQUES MAIS SUTIS E PERMANECEM ARREFECIDOS DIANTE DOS ALTARES JEJUNOS. DE REPENTE FAZ-SE O SILÊNCIO ADQUIRIDO. E A BRUMA JUSTA E BELA RETORNA AO CÉU.

domingo, 24 de junho de 2012

desterro




Apenas uma fina folha
separa
meus pés da terra.
Cada passo dado
é mais um, da partida
e menos um, do destino


minha palavra não escreve,
o caminho.
o caminhar descreve.
A palavra, que é silente,
tão silenciosa  quanto
longeva é a vida.


que foi parida. Banida.
Açoitada. Ferida.
Não descrita. Escondida.
que foi exaurida.
pretendida.


Apenas uma tímida pedra
ampara
a lápide do meu desterro.
Cadafalso azafamado 
tomba mais um, menos um.
Tantos que lhes convenham,
quantos que lhes desaprovem.


sem mais paços
as portas, encerro
desato os laços...
Ouço apenas 
o meu próprio berro.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

herança


sábado, 5 de maio de 2012

[:F>La->Shs:] -(my foolish heart)

what kind of fool am i ?   Hoje sozinho,                   Já estive 
Sou o tipo de tolo              madrugada adentro       numa vida de rosas
que toca piano                   tiro o teto do ninho        agora só experimento
com dez dedos                   um copo vazio                  o Blood Mary sanguinolento
molha as mãos                   coração é pavio,              dos espinhos e tormento
com um pano                     luar e vento                        drinks baratos
e seca as lágrimas                                                              papos chatos,
com seus medos                                                                 
com mulheres pastosas



ah!...esses "alguéns" retornantes              dentro do meu loft
qual órbitas elípticas renitentes               a temperatura é perfeita
que fogem e voltam, insistentes               a umidade do ar, sem suspeita
mas, os amamos, entrementes                  
aqui tudo azul, pintado "di blu"

                                                                                tudo maravilha, tudo soft


De tanto ter o teu toque                    Eu não vivo em estado de poesia.
trago tua tênue tez transversa,      
O estado de poesia vive em mim.
tenho o testemunho e atesto          
Entre um ponto e outro, as emoções
o teu tenro tato trêmulo                   
são somente minhas


acurvelipcidiosamente                pedra
curvelinidadesdarazão                trava        cava
crudéliciososdesígnos                  rocha       acende
curamentesólidaseios                  pretende
aturveliniaridadefatos                 a tocha
ateosidáctilostocarem                  com         creta(grécia)
crisálidantesnavegado                 mente  
                                                                  dum   duende

Quando eu era normal, tive filhos.
Quando eu era menos normal, os deixei.
Quando eu era completamente anormal, terei netos.
Não vejo a hora...
                                        estou com saudades de ti...

                                        saudades de algo que nunca tive
                                        de um lugar secreto onde nunca estive
                                        de algo que se quer, mas não se vive


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