
Detalhes
Aqueles jovens das águas passadas
Quando curtiam seus longos cabelos
E suas calças desbotadas
ao vento iam levando
seus sonhos e mágicas
O que queríamos , o que pedíamos
era apenas viver em paz
Mas, o tempo chegou mais cedo...
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Ignorar
Ignorar ou simplesmente esquecer
não será fácil, eu sei, será impossível
Pois o toque inda persiste
e a vontade, sei que existe
no coração, e é tão palpável
como um dia suspirando em teu corpo
eu, de prazer, completo e morto
em sua alma penetrei
e as tantas juras já cantadas
em tantos versos, horas puras
onde não se medem gestos
e se fossem pertencer à eternidade
e se pudessem abraçar felicidade...
Me diz...como esquecer ?
pois a vida inda insiste
e é tão sensível,
como um beijo no coração...
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Velhos tempos
Velhos tempos
que alegrias escondem
perdidos, não sei onde
que, de tão velhos
pertencem à outros tempos
esquecem d’outras eras
desfazem suas quimeras
pousados noutros tempos
Velhos tempos
de alegrias e tristezas
de lágrimas sólidas de tão presas
Ares profundos, vazios
perfilados, tombados, vazios
Esquecem suas primevas
de lágrimas badaladas
de sinos umedecidos
pousados noutras eras.
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Garras
E as feras se localizaram
e as lagrimas se estenderam
e as pessoas são instáveis
e as crianças, onde estão ?
não estão...
Bocas loucas nas roscas rosqueiam
pintam a vida com cor de cinzas
apagadores estão em brasa
Cinzas e negras.
Rubras
e as vestimentas dos reis se queimaram
Das casas, sobram cinzas
Das cinzas sobraram as brasas dos reis
queimados
e as garras alcançaram as esperanças
de tranças
e as meninas brilhantes dos reis queimados
se arrebentaram sobre os tetos das casas em brasa
e as pessoas são instáveis...





