
Pouco me inspiram
as telas
Mais me transpiram
as velas
A musa que outrora
de rosto vívido
refletido em brilho
de versos
ora desvanece
sem purpura
nem brios,
diversos
Pouco me suspiram
as belas
Mais me aniquilam
os que advêm
delas
O rosto esculpido
que descia aurora
despido em tédio
disperso
ora entorpece
usurpa
sem vozes,
modesto
Pouco me inflamam
as guerras
Mais me devassam
os gestos obscenos
que berras
O olhar acenado
que luzia firme
e desenhava vida
olha em ponto
obscuro
antes, azulado
ora despediu-se,
foi embora, nulo
defenestrado
Pouco me abalam
os ventos
Mais me acariciam,
seus alentos...
5 comentários:
Convite
Visite meu blog e obtenha informações sobre o Blog Action Day 2009, venha participar desta ação global.
Faça uma publicação em seu próprio blog, sobre as Mudanças Climáticas, no dia 15/10/2009.
Conto com você nesta interação pela sustentação climática mundial.
Felicidades
Altair Ramos
A verdade, caro Joe:
Não sei se estou
ficando apenas velho
ou mais macio
não perdi o brio
mas acendo a brasa
somente quando quero.
Forte,verdadeiro:tudo que passa não causa emoção pois o que permanece,de verdade,é a vida e as marcas que ela delineia em nossas almas.
Belo poema!!!
Beijo!
Sonia Regina.
Um belo poema, sem dúvidas!
abraço, ótimo final de semana
Joe,
Navegar é preciso já dizia o poeta...
Navegar na alma é muito mais difícil...
Você conseguiu !
Beijos GRANDES
Nádia
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