
Pouco me inspiram
as telas
Mais me transpiram
as velas
A musa que outrora
de rosto vívido
refletido em brilho
de versos
ora desvanece
sem purpura
nem brios,
diversos
Pouco me suspiram
as belas
Mais me aniquilam
os que advêm
delas
O rosto esculpido
que descia aurora
despido em tédio
disperso
ora entorpece
usurpa
sem vozes,
modesto
Pouco me inflamam
as guerras
Mais me devassam
os gestos obscenos
que berras
O olhar acenado
que luzia firme
e desenhava vida
olha em ponto
obscuro
antes, azulado
ora despediu-se,
foi embora, nulo
defenestrado
Pouco me abalam
os ventos
Mais me acariciam,
seus alentos...



