
o que vai a mim, não sou eu
o que está em mim, se perdeu...
o que faz tão largo,
este residente amargo ?
por que o que me arvora,
incólume, me devora ?
o que vem de mim, não é meu
o que passa por mim, esvaeceu...
por que este âmago latente
que finge, morre em mim,
e mente ?
o que pesa em mim, corroeu
o que leva de mim,
dentro, e perto, e centro
estremeceu...
por que e onde d’essa ânsia,
que já é fulcro e reentrância ?
por que o que preso, excreta,
e me assola, e se decreta ?
o que jaz por mim, já viveu
o que vive em mim, já jazeu
o que foge de mim, pariu
o que queima de mim
já esmoreceu...
o que longe de mim, partiu
o que próximo de mim,
nada mais aconteceu...
9 comentários:
...por que e onde d'essa ânsia,
que já é fulcro e reentrância?
Joe!
"O que vem de mim não é meu"...
Essa ânsia que sentem poetas com belas imagens na alma, surpreende e continua nesse rítmo.
A construção aqui, num questionamento
fez o poema como um "eu" dentro de outro!
Belo DEMAIS!
Um forte abraço!
Mirze
Oi Joe
Nossa... essa dualidade complexa que nos envolve e nos martiriza, é que nos permite a construção desses belos textos e de tantos questionamentos.
bjs
(nesta coisa de entrar pela casa dos outros)
Atenção ao melindre, à circunstância, que é sempre bem estar de bom humor, anotar o cumprimento, a cortesia, a boa educação, pedir licença para ser autorizado a dizer estou aqui, senão é-se vetado, votado ao ostracismo, fechado numa ostra a cadeado e logo uma cadeia de inimigos nos aponta o dedo e fica-se mal visto – o que é muito pior do que mal vestido –, de nada adiantando ficar-se mal disposto; por consequência, a sua ideia é realmente extraordinária, bom dia, minha querida, caro senhor, prezado amigo, muito inteligente, genial, magnífico, sublime, um bom Natal, Páscoa feliz, próspero Ano Novo.
Veja como é a vida:
Encontramo-nos!
E fico muito feliz em conhecer poetas.
Artistas.
Muito prazer.
Sempre é bom estar por aqui!!! Adoro !!! Mil beijos !!!!!!
Gosto muito do modo como brinca com as palavras e os sentimentos...proezas de verdadeiro poeta!
Um beijo,saudades!
Sonia Regina.
... i é com se perscrutasses minha alma tbm. credo!!! arrepiei!
lindo poema, Joe.
bjsssss
Tudo se dilui e se engole, se filtra até o ultimo grão não existir mais...nem lembrança...muito menos esperarança
cíntia thomé
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