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terça-feira, 19 de maio de 2009

Ain vem o trem !



Ain vem o trem !
e vem o trem !

estrib’arriado
zóio esbugaiado

Ain vem o trem !
e ain vem...

- miniiiiiinu !...afasta dos triiu, seu peste !

ain vem o trem !

chicubode- chicubode- chicubode- chicubode

ain vem o trem !

- miniiiiiiinu !...chore não, mo fiiiiu...

- mainha foi no trem, madinha...

quijafoi- quijafoi- quijafoi- quijafoi

Ain foice o trem !
e foice o trem...


©joebrazuca-MMIX
(especial para Poesia Aberta)

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Joeira ( pro pai Hermeto)

Música Instrumental (uma singela homenagem
ao Grande Bruxo-Gênio de todos os tempos
"Hermeto Pascoal")
Dedicado tambem ao querido amigo, grande Poeta e
compositor ANIBAL BEÇA, da Academia Amazonense
de Letras.


Do Aurélio : joeira
[De joio + -eira, com dissimilação do primeiro i.]
Substantivo feminino.
1.Peneira com que se separa o trigo do joio: crivo.

Participaram :
Joe Brazuca - composição, arranjos, piano e teclados
Simão Abbud - Guitarras
Fred Coury - Saxofones
Ivo "Metralha" Smith - Bateria e Perc.
Ivo Gomes - Baixo

sábado, 6 de dezembro de 2008

Baião de 3 por 2 ( pra Denoraldo e Inaura...)



Trilha Sonora Original. (homenageou a poesia de Compulsão Diária e Marcos Pontes "Dueto", que pode ser lida abaixo:

"Dueto"


Denoraldo:
Venha cá, essa menina,
Não se faça de difícil.
Conheço tua vida e sina
Tu já se tornou meu vício,
Sei que dançou em Cajazeira,
Já cantou em São Patrício,
Arribou para Barreiras
E hoje está pro meu bulício.


Inaura:
É não, homem!
Você não vive sem ela,
Eu não vivo sem você.
Minha paixão valente
Agora é amor, meu bem.
Verdade verde conforme
Aquela tarde dentro imensa
Estrada aberta marginal

Denoraldo:
Ela é coisa que já foi
Num existe mais nós dois
Ela é vaca sem seu boi
Sou o outro do depois
É a ti que agora quero,
Meu guaiamum com arroz,
Pra ti sou home séro
Vem pra mim, ora, pois!


Inaura:
Verdadeiro amor que amo,
Querer bem sempre não é assim?
Gostar direito com seu coração no colo
Ninar seu sentimento, minha sorte
Ser chuva serena que acorda o rio,
Leva embora seu malfeito, traz a flor
E o vento fresco. Diz, então:
Vai, aventura afetuosa ser sua ela dele agora.


Denoraldo:
Santo Antônio me ouviu!
Monta de pronto na garupa
Voar pra serra como o pio
De anu preto. Upa! Upa!
Nossa estrela já surgiu
Brilhosa como niuma.
Nesse brilho me avio
Nova vida se apruma


(Compulsão Diária e Marcos Pontes)
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