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Sampa, SP, Brazil
Sou terra, por ter razões. Sou berro, se aberrações. Sou medo, porque me dou. Sou credo, se acreditou
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Naquela casa...


Naquela casa tive as primeiras dores,
amei e sofri, pelos primeiros amores...
Foi naquela casa que aprendi a oração
e para quem, onde e quanto pedir perdão
aprendi como se deve cair e me levantar
abaixar a cabeça, mas nunca me arrastar
a tocar piano, comer ovo frito e giló
a curtir o mau tempo, aqueles com vento
com bolinhos de chuva e canela, da vovó...
aprendi a chorar baixinho, coração apertado
à discussões efêmeras de meus pais,
por lutarem por meu futuro esperado...
Naquela casa, aprendi a acordar muito cedo
encarar a vida sem nenhum medo
enxerguei quem eram os verdadeiros amigos
corri de tempestades, desfazer as más vaidades
sempre à serenos braços abertos, como abrigos...
Naquela casa vivi meus mais belos sonhos
aprendi a lidar com pesadelos estranhos
recebi carinhos e ensinamentos tamanhos
ah !...que saudade de tão bons tempos d'antanho
s..."



(dedicada cordialmente à cara amiga Cristina Valente
que sugeriu o tema no FB...)

terça-feira, 21 de abril de 2009

Inomine : Inverno, Quadros e Migalhas

(montagem sobre fotos originais de Vivian Vergal Panico)


Nem me lembro bem em qual dia em especial, o que prometi fazer, ou com quem me encontrar, não sei quando, nem sei qual lugar...
Não me lembro, nem como, ou quem mesmo iria procurar, se fizesse tal coisa, que já não me recordo, nem do dia nem da hora, esqueci-me por agora...
Em que ano foi mesmo, que combinei com não sei quem, para irmos, não me lembro onde, qual o lugar pra fazer alguma coisa ?
Quando mesmo falei pr’alguém, sei lá o que, o que faríamos ou pr’onde iríamos ?
Tenho pra mim vagamente, que em algum dia, não sei qual, disse algo que já não recordo, se estaria ou não de acordo, com outrem, nem sei mais quem...
Qual foi mesmo a estação do ano em que nos prometemos ir à algum lugar, fazer não sabemos mais o que, acompanhados de quem, mesmo ?
Com quem e pra onde iríamos ?...Quando iríamos, mesmo ?...Por que iríamos ?...Fazer o quê ?
O frio já se esboça em minha boca, que penumbra na densa cena de minha janela.
É tudo muito confuso, indeterminado e estanque.Se antes vinha, agora não mais.
Já não consinto minhas artérias.Já nem me espanto tanto mais, por enquanto...
Já não enxergo mais as migalhas sobre a mesa.
Continuo espanando-as, porque sei que ainda estão por lá.
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