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Sampa, SP, Brazil
Sou terra, por ter razões. Sou berro, se aberrações. Sou medo, porque me dou. Sou credo, se acreditou
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Aquecimento Global : Blogagem Coletiva


· Numa palestra em algum lugar do mundo, foi perguntado qual o mineral mais valioso da Terra. 35% respondeu ser o OURO. 30% afirmou ser o DIAMANTE.25% concordou nos minerais radiativos.8%, na flora.2% , na ÁGUA.
Eis a importância do MINERAL MAIS IMPORTANTE DO PLANETA, no imaginário das pessoas...Quem desconhece o que lhe mantém a vida em sua mais palmar significação, que dirá do ar que respira, ou efeito-estufa, câncer de pele e que tais... O Homem aprende pelo amor ou pela dor...O livre arbítrio está à mesa...Contudo, a minha liberdade vai até onde começa a sua liberdade e vice versa...Todo cuidado é pouco e necessário.

· Sou de um tempo (e não faz tanto tempo assim...) em que as famílias, as pessoas se reuniam diariamente , após o jantar (Sim !...jantávamos juntos, numa mesma mesa...) pra contarmos uns aos outros, como foi o nosso dia. As vezes até discutíamos assuntos familiares...normal ! Daí, chegou a televisão, que tomou o seu lugar na “sala de visitas” (Visitas : pessoas que eram convidadas ou chegavam espontaneamente, pra compartilhar a conversação...). Diminuíram-se as conversas, pois desviram-se os olhares. Contudo, AINDA era bom. Ao menos, opinava-se coletivamente sobre algum programa, coisa e tal...Mas, piorou muito. A industria cresceu e os tentáculos do “conforto” do consumo se alastraram em nome de um “progresso” desmedido (mal distribuído e desgovernado, visando sempre um lucro exorbitante...), inundaram as casas com toneladas de televisores. Agora, esses aparelhos tomaram conta da casa toda. Estão nos quartos, na cozinha, no banheiro, ou onde voce quiser levar o seu apanágio...E as pessoas não se reúnem mais, nem pra jantar, e muito menos pra conversar. Cada quarto virou um mundinho.Cada qual no seu mundinho. Com seus televisores, frigobares, “videogeimes”, computadores, e zilhões de telinhas eletrônicas...

· Na minha cidade, se espremem 20 milhões de pessoas, e 5 milhões de automóveis. 90 % desses automóveis, invariavelmente, independentemente do horário tem apenas UM ÚNICO UTILIZADOR, ou seja, O MOTORISTA. De quem é a culpa disso ?...Minha culpa !...Eu acreditei no “carro próprio” como solução de transporte. Eu não cobrei dos meus governantes uma política de transportes públicos realmente eficiente e acessível à toda população...E deixei presidentes, senadores, deputados e vereadores se locupletarem à céu aberto do erário, cometerem todo tipo de abusos e corrupção, sem tomar nenhuma providência...MEA CULPA, MÁXIMA CULPA...

· Na minha cidade, existe apenas 3% de terra (terreno vivo, aberto) para cada moradia construída. Resultado : Façam o que fizerem, as enchentes continuarão e piorando a cada ciclo. Sem terra aberta e plantada, não há escoamento. Se e quando tivermos, nas megalópoles, APENAS 1 METRO QUADRADO de terreno não cimentado, para cada residência, daí quem sabe as coisas comecem a mudar pra melhor... AQUECIMENTO GLOBAL = AQUI, CIMENTO TOTAL !

· UM BILHÃO de seres humanos ainda passam fome no Planeta. A impotência disso ser resolvido pela sociedade como um todo, é alarmante.De um lado, um desperdício abissal. De outro, políticas desastrosas de distribuição de renda, lei de oferta e procura “coordenando” quem pode e quem não pode se alimentar. A hipocrisia corre solta, quando se fala da trilogia macabra entre o produtor, o ATRAVESSADOR e o consumidor. Isso sem comentar no “extermínio coletivo”, das toneladas que alimentos que são simplesmente jogados fora, a todo momento, simplesmente para que se mantenham os preços, e por conseguinte a escassez, a penúria e o descalabro da fome do mundo...

· São gastos milhões em pesquisas para energias limpas. Mas são gastos trilhões em busca de petróleo, envolvendo guerras, poder e um futuro sombrio (no mínimo...) em se falar nos níveis de poluição que essas “reservas” extraídas trarão para o mundo. O que manda, a bola de todas as vezes, é o poder e o dinheiro. Por enquanto, o resto é falácia. Mas...até quando ?

· Enquanto eu escrevia essas poucas (e talvez, moucas...) palavras, e enquanto você as lê, uma área equivalente a 5 campos de futebol, foi desmatada na floresta Amazônica...E milhares de crianças e idosos africanos (e demais continentes...) já morreram de inanição, de falta de atendimento médico, de abandono, de miséria, de desmandos sócio-políticos e de tristezas "gerais"...E os povos do “1º mundo”, já consumiram milhões de toneladas de hambúrgueres , refrigeradores, automóveis, muita comida industrializada, muito petróleo, muita gasolina, jogaram toneladas de chumbo na atmosfera, toneladas de plástico não reciclável, fabricaram milhões de toneladas de lixo, roupas de grife, computadores, televisores e...muita maconha, cocaína e apanágios correlatos !!!

“E assim caminha a humanidade, a passos de formiga e sem vontade”
– Lulu Santos ( um artista brasileiro)

“ O Homem é uma experiência que não deu certo”
– Millôr Fernandes ( um gênio brasileiro)
“Vontade sem conteúdo, não vale nada”
– de um publicitário

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Blogagem coletiva : 26 de junho de 2009 - dia Internacional do Combate às Drogas ( CD-Lado B)



Proibir ou não proibir o uso e comercio “legal” (tráfico) de drogas ?

Pergunte a uma mãe e pai, que vê seu filho se minguar dia após dia se enchafurdando numa lama existencial sem retorno, definhando seu corpo, seu caráter, seu raciocínio, perdendo a memória, aumentando seus comportamentos violentos, tornando-se irremediavelmente agressivo com todos a sua volta, indistintamente, sem amigos, só inimigos, que rouba tudo de casa para poder trocar pela dose do dia, da hora, do minuto, do segundo. Que perde os emprego, perde a escola, perde o convívio social, perde a vergonha, perde a auto-estima, perde o mínimo fio de vida, a não ser que seja para perpetuar seu vicio.

Pergunte aos familiares mais próximos, que vêem a disjunção e extermínio da célula familiar, onde se destroem valores mínimos e basilares, onde não há mais chão, e tudo gira unicamente em torno do doente e sua vida incondicionalmente restrita às drogas, ao vício.
Pergunte a pais, irmãos, avós espancados, mutilados e mortos, pela sanha de seus entes queridos, que ora tornam-se seus algozes, ao comando e domínio nefasto de seu vício, de sua garrafa, de sua “bagana”, de sua “farinha”, de sua picada, de seu “cachimbo”, de sua "balinha".

Pergunte aos hospitais, as associações de ajuda, as “ongs”, aos médicos, quanto se gasta dos erários públicos, para sustentar o tratamento de um drogado que pretende se reajustar.Pergunte o quanto demora até atingir-se um patamar aceitável de readmissão social, mesmo assim com o risco perene da recaída, geralmente mais arrasadora e letal.

Depois visite secretamente esses lares, esses lugares, esses esconderijos, esses poços sem fundo, e observe..,Observe atentamente o “universo paralelo” em que se encontram todos : doentes (dependentes), familiares, sociedade e conviveres.

Não basta ser “modernoso” e se derramar em toneladas de hipótese e/ou teorias de “tentativa e erro”, legando a gerações futuras a responsabilidade de arcar com a nossa irresponsabilidade, aqui e agora, por conveniência, preguiça e praticidade mórbida.

Tentar controlar o tráfico e uso de drogas, simplesmente liberando-as, ao “comércio controlado” e limitado (pura ficção minimalista do problema) , é como roleta de baile “funk” : coibi-se na entrada, mas perde-se o controle dentro do salão e principalmente a saída, depois que todos estiverem embriagados...É como institucionalizar o “varrer a poeira pra debaixo do tapete”...É o velho “tapar o sol com a peneira”...É o conhecido “por onde o Padre passa”, e assim por diante...
Somente uma revolução econômica-polico-social e principalmente voltada à EDUCAÇÃO de base, poderia , ao nosso ver, desencadear a médio e longo prazo, um controle real e efetivo do problema das drogas e seus correlatos, principalmente em países emergente, como o Brasil.

Por ora, tem-se que “pegar o touro a unha”, levantar as mangas e enfrentar a luta “corpo a corpo”, de casa em casa, de indivíduo à indivíduo.Proibir com responsabilidade não de um puritanismo utópico e desagregado, mas com políticas realmente humanísticas onde se tem como mote a boa e velha premissa : “Não deseje a ninguém, o que não quer para você mesmo”

O resto é “Pimenta no olho alheio, não arde...Porque aos tolos, para os espertinhos, é colírio...”
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