Sou o que sou

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Sampa, SP, Brazil
Sou terra, por ter razões. Sou berro, se aberrações. Sou medo, porque me dou. Sou credo, se acreditou

segunda-feira, 31 de maio de 2010

tut_bit_subway



No vagão lotado do metrô atrasado
a menina dos olhos egípcios
ouvia no seu emepetrês
já, como um dos seus vícios
um rock, samba ou axé arretado

No saguão do metrô apinhado
a menina de boca italiana
falava no seu blackberry
com sotaque de linda baiana
discutindo em tom desvairado

Nos trilhos do metrô antiquado
o bêbado de índole suicida
caía e sangrava em 3D
cheirando a última batida
se desviando de mim
dele, dela e de voce

No comboio do metrô parado
os fantasmas atravessam paredes
choram lágrimas Sartrianas
sonham ectoplasmas inalados
em notebooks ligados em redes...

15 comentários:

Lara Amaral disse...

Uau! Adorei, moço Joe, arrebatador!

Beijo.

Sérgio Luyz Rocha disse...

Uau....
Cara também choro essas lágrimas "sartrianas"...bem que eu desconfiava ser um fantasma...rsrsr...
Brilhante...
...esse é um daqueles poemas que me levam a nocaute...

Abração

Jairo Cerqueira disse...

Grande Joe. Belo pensar, maestro!
Em meio às diversidades e adversidades, somos e seremos sempre seres planetários.
Um abraço.

Pri Gambarra disse...

Mto bom. Gostei.

Danilo de Abreu Lima disse...

hi, joe,
obrigado pelas visitas- e pelos comentários - posso publivcar textos seus lá no poetas de ssegunda

seu poema está ótimo- tanta modrnidade tecnologica não tem lógica nenhuma quando a dor invade as almas- e as lágrimas sartrianas borram as maquiagens e emudecem os emepetrês e blackberries-
grande abraçao, amigo,
te vejo, te leio, sempre
danilo.

Danilo de Abreu Lima disse...

corrigindo- é uma pergunta- Posdso publiar textos seus lá no poetas de segunda?

Nydia Bonetti disse...

nossos olhos subterrâneos pasmos observam... abrçs.

Carmem disse...

Muito forte.
Excepcional a maneira como você "brinca" com palavras!
Eu penso que
nosso metrô ficou parado,
estacionado,
estagnado,
alienado,
esquecido da gente,
desinteressado de nós
que nos tornamos
fantasmas
nesta viagem
sem fim
nem começo.

Abço

Ana Lucia Franco disse...

Poeticamente criativo,
subjetivamente envolvente.

Fã da tua poesia.

um beijo!

Cíntia Thomé, Jornalista, Poeta . disse...

Criativo e essas lágrimas de Sartrinianas, amigo??? Amei essa viagem...e lá vão no vagão das dúvidas do pprio homem...
abs

Marcelo Novaes disse...

Joe,



Na quase repetição dos cenários, cada qual percorrendo seu labirinto [coletivamente construído]. O máximo que pode haver é esbarrão. Ou choque. E não "encontro".







Abraços.

Mari Amorim disse...

Joe,
Cada vez melhor.

o vento afaga
o cabelo das velas
que apaga
Bom final de semana,
Boas energias sempre!
Mari

JPM disse...

Olá,
Tive contato com o teu blog no da Adriana Karnal-Poemas.
Agora vim conhecê-lo e seguí-lo.
Desde já és convidado a visitar o meu.
Saúde e felicidade.
João Pedro Metz

Analuz disse...

Fiquei admirada com seu modo de versejar! Voltarei mais vezes... Abraço!

nas entrelínguas disse...

Psicodélico!!!

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