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segunda-feira, 18 de maio de 2009

Efemérides

Robert Moog- um gênio do seu tempo, "inventor"
(Leon Theremin,1960) dos sintetizadores eletrônicos,
precursor das aplicações práticas e controladas
da teoria da Síntese Adtiva e Subtrativa para sinais de áudio
gerados artificalmente.


E o sino dourado parecia estar flutuando. E a cada movimento perpetuava o bronze, com um milhão de vozes, num coral de badaladas.
Ah ! se Chopin ouvisse-nas...
Lá estava a carruagem, rodando sobre lantejoulas marinhas.Trazia, com a força de seus corcéis, vendavais e tempestades que, sem duvida continham a força dos deuses.
E o lamento da poesia, escrava de algum coração sofrido, levava em seus antigos e temporais versos a magnífica expressão dos Lusíadas...
Onde estão todos ?
Adormecidos nas badaladas da poética, que com tanta tristeza embala nas lágrimas, coisas antigas, cantigas e campos, que não mais existem e que se perderam em seus tempos...
A melodia escapava da janela, e pro traz do biombo jaziam perpétuos, os retratos de família, seus símbolos, suas tradições, os conceitos, seus rostos...
Já não sinto a juventude correr em minhas artérias, mas ainda conservo em meu copo aquele mesmo “Chianti Vecchio”, e a cada gole me vem à tona as lembranças das valsas, das festas e seus lustres, dos natais...Ah! como era lindo ver a neve, senti-la...
As lagrimas brotam-me...
Bons tempos idos. Lusíadas, Chopin, sinos, o velho vinho, as carruagens, a neve, a poltorna na biblioteca e o amor por tudo isso.E que enorme amor !
Enfim, não há de ser nada.Outras badaladas nos esperam, tenho certeza disso.
E o sino dourado parecerá estar flutuando. E a cada movimento perpetuará o bronze, com um milhão de vozes, num coral de badaladas, tudo sintetizado por um punhado de transístores de um aparelho eletrônico...

9 comentários:

Úrsula Avner disse...

Olá meu caro, muito interessante seu blog ! Estou passando rapidamente, depois voltarei com mais tempo. Muito obrigada pela visita e interesse em acompanhar o meu blog. Manteremos contato. Um abraço com meu carinho.

Clayton Ângelo disse...

Joe, li e reli seu texto. Não sei se entendi bem, mas vou arriscar: você enfatiza a questão dos novos tempos, das tecnologias que "substituem " ou renovam muitas coisas nos dias de hoje. Especificamente, neste texto, os intrumentos musicais, junto à tantas lembranças e a um belo saudosismo. Gosto muito da maneira poética em que retrata situações cotidianas.Abraços.

Margaret Pangert disse...

Eu amo o olhar novo! Cumprimentos

Compulsão Diária disse...

Hey, Joe!
Ecco! Complexidade, capacidade pra enxergar sob vários ângulos e a partir de muitos pontos sem se deixar fascinar pelo novo e abandonar as conquistas do passado. Isso é que é capacidade de sintetixzar rsrs no pensamento e fazer avançar a pesquisa e a arte. E viva a música.

IVANCEZAR disse...

Um texto muito interessante, onde se misturam ingredientes. Do estoque cultural ao depósito de emoções. Com um excelente resultado. parabéns !

Joe_Brazuca disse...

Úrsula !...Obrigado por ter vindo e participado.Isso só nos envaidece...Volte sempre!um abraço.

Clayton !...primeiro grato pela vinda e participação.Pois é !...quando escrevi este texto ( acho que nos anos 80, por ai) quis enfatizar exatamente isso que vc sugere !...Mostrava à època, um mundo íntimo e coloquial, comum a todos nós atravéz de nossas memórias, se contrapondo com um "mundo novo" e inexorável(alías, Aldous Huxley, ja previra na década de 50, o povir, anunciando em "Admirável mundo novo", a existência futura de "um instrumento de teclado que faria todas as vozes e todos os instrumentos com apenas um músico à executa-lo"), que ja estava aí, gostássemos ou não dele...

Margaret Panget !...Yes, the new is here with us,since yesterday,until now and will be there, in the tomorrow !..Thanks and hugs !

CD !...Exatas palavras !...é isso aí mesmo !..avancemos mas sem esquecer o que de positivo nos foi "impregnado", né ?...beijo e grato !...(con uno bello Chianti, da vero ??..rs

Ivan Cezar !...Voce teve uma visão tb exata e extremamente poética !...coisa de poeta, oras !...rsrs...grato e abraço !

Adriana Godoy disse...

"Já não sinto a juventude correr em minhas artérias, mas ainda conservo em meu copo aquele mesmo “Chianti Vecchio”, e a cada gole me vem à tona as lembranças das valsas, das festas e seus lustres, dos natais." Adorei isso, especialmente. beijo.

Doroni disse...

OI Joe,

Nem te reconheço...
Lindo e nostálgico texto
Um sino, uma música e um chianti,
a vida passando e trazendo recordações, deixando saudades, mas confortando também.
Enfim, sem a evolução não existiria um passado nem saudosismo
bjs
Doroni

Joe_Brazuca disse...

Adriana !...são as reminiscências dessa e de outras vidas, quem sabe, né...rs
Grato por ter vindo !...bj

Doroni !...Pode acreditar : esse sou eu sim !...rsrs...Legal ter vindo, sempre acho !...um beijo

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