
Do lado de fora, a água velha de chuva suja
limpa as calhas e caras do monstro de aço
raios relâmpagos de mim mesmo, louco traço
deixa a lama da alma correr, antes que fuja
Sentinelas esboçam no cruel da noite
motor_cicletas reluzentes ciclos nauseabundos
Veias negras asfálticas de sangue e açoite
vão encravando dentes em rios tão imundos
Ah!...Osvalds e Décios andam Caetano
hotdogs, Zé Celsos interpretam em panos
quão Anhangabaú na Berrini Tevê ?
Ibirapueras insanos tolos sonhos de valsa e de você...
Quero e querem o elevador todo Lacerda
Dutras lotadas pra fugir dessa louca merda
Suor de fumaça corpórea de tesas marginais
Soam sinfonias de sírios de gritos madrigais
Consolação dos Paulistas nas escadarias de Municipais...
Tempo mutreta de praça de árvores de Pais_sandús
Rubem (a)Berta de asas congonhas decolam
hormônios de espanto gregoriano São Bentos solam
Repúblicas e Arouches retinas e minas de negro Bantú
Chique café pó de arroz, jardins, Bel'é Cintra,
de Luízes e Farias as limas d' Eusébios quem pinta
carrões reluzentes faróis emergentes com Brigadeiros
vitrine Oscar Freires de feixes "bistrôs" tão rampeiros
da Sé vendo o ouros desformes metrôs garimpeiros
Ah!...tão Jaçanãs Tarcilas del Pichia pinturas
tantas vitórias Brecheret, Adoniran de lagoas e firulas
Na Leste de parques de Oeste pífias Tietês quimeras
De vilas Marias e Anas d'oeste, de norte Zuquim de Araçá
Vem correr pr'esta terra de toda cor e sabor, na dor, Shangrilá...
5 comentários:
VIVA SAMPA!
Ailoviú! Sim!
Existe cidade mais caipira e ao mesmo tempo, cosmopolita, que São Paulo?
Por isso que gosto dela!
Joe Brazuca... Bela estréia no mundo da "blog-mania" ou "bloco-mania".
O tema é livre! A liberdade de expressão é quase-total!
Abraços.
Lailton Araújo
Eae maestro, na pazzz??
Poiszeee... Sampa e sua imagem concreta, de vias, prédios e nomes eternizados nas placas.
Muito bom, velho! Parabéns pelo Blog.
Voltarei outras vezes!
Abração!
Lailton e Jota !...dois bons amigos !..grato por terem vindo !
abraço
Sampa!
No balanço do solo
Desse baixo é na melodia
E no contralto da balada
Que aterrisso, depois embarco
E logo mergulho no caos de lata.
Quase sem chão, é surpresa.
Vejo a noite na tarde
Fora de hora
Na limousine frisson é melancolia
De metrópole-deserto com multidão sem oásis
Onde faz um frio triste
Nesse verão de luxo sem alegria
Na chuva trágica
Escorre a comédia
Dessa chegada pronta pra ir embora
Da cidade que me perde num passe de mágica
E que de tão minha, não largo.
Levo comigo sempre
Assim mesma
Eu
sem resgate
Putz, bateu;))
puro jazz, puro joe's !!!
adorei tua sampa-sinfonia :)
obrigada pela incursão e comentários no meu blog, seja sempre bem vindo.
quero fazer o mesmo por aqui, assim que terminar minha mudança de volta pra terra da garoa.
beijo
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