São findos os tempos de harpas.
Harpas carecem silêncio.
Já não há mais qualquer silêncio.
Emudeceram-se as harpas.
Não há mais ambiente
às harpas.
São tempos de tímpanos.
Que rufem, então
à pele tesa
Que vibrem e arrebentem,
represas;
Que desmontem torres.
São tempos de trompetes
Que soem, então, aríetes
Que lhes tirem as surdinas.
Que berrem em alerta
campana aberta, estridentes,
à toda irreverência.
Alardem-se as trompas
em quintas-menores
em trítonos diabólicos
arrepiantes e exatos
tocando o fim
dos tempos das harpas...
Esfolem todos os órgãos
em “tutti”, todos os foles
Que vibrem,
em todos os ventos
acordes diminutos,
dilacerantes...
Já são moucos os tempos de harpas...
Harpas carecem silêncio.
Já não há mais qualquer silêncio.
Emudeceram-se as harpas.
Não há mais ambiente
às harpas.
São tempos de tímpanos.
Que rufem, então
à pele tesa
Que vibrem e arrebentem,
represas;
Que desmontem torres.
São tempos de trompetes
Que soem, então, aríetes
Que lhes tirem as surdinas.
Que berrem em alerta
campana aberta, estridentes,
à toda irreverência.
Alardem-se as trompas
em quintas-menores
em trítonos diabólicos
arrepiantes e exatos
tocando o fim
dos tempos das harpas...
Esfolem todos os órgãos
em “tutti”, todos os foles
Que vibrem,
em todos os ventos
acordes diminutos,
dilacerantes...
Já são moucos os tempos de harpas...




