Sou o que sou

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Sou terra, por ter razões. Sou berro, se aberrações. Sou medo, porque me dou. Sou credo, se acreditou

sábado, 10 de maio de 2014

Água viva


Na certeza das águas
não viro pó, viro barro
que fui e sou,
um mero jarro,
ainda que feito
com esmero,
um vaso de argila,
assim eu quero...

Receptáculo andante
permaneço,
revivo e esqueço,
entre cheia e vazante
hora longe, hora perto
porém líquido e certo...

3 comentários:

Graça Grauna disse...

Um belo poema vindo de uma argila pensante. Parabéns, Joe. Saudades, Grauninha

mARa disse...

Saudades de Ler por aqui!

afinal és barro.

bjo!

Mary K. disse...

e que jarro !

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