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Sampa, SP, Brazil
Sou terra, por ter razões. Sou berro, se aberrações. Sou medo, porque me dou. Sou credo, se acreditou

quinta-feira, 26 de março de 2015

Ana Cigana


Saber de teus segredos, nem a pena valeria...
Pois, quem?...Quem lhos acreditaria?
Estampas no rosto tomado de encanto.
oh!...para nosso enlouquecido espanto,
Muita saia. Pouco manto. Colo aberto,
oferecido às pedras. Jóias, ouro, prata
Algumas raras outras muito baratas,
Tu, Ana cigana, nos esfola e nos mata...

Tinhas um corcel emplumado, todo, todo.
Tal qual tua gira, tua dança. Empinava-lhe.
E pandeiros : stlash! stlash! stlash!
Espíritos zombeteiros, pés na terra.
Poeira na roda da terra. No sopé da serra.
E gira, gira, GIRA!. Perfume gardênia.
Eis que a multidão berra : Teu nome:
Me inflama, Ana cigana!
De qual cor, de qual som, de qual modo?
Sorrisos. Sorrisos mundanos, decerto.
Roda e gira e gira e RODA!, de peito aberto,
faz de nós, chulos mortais, o seu deserto.
Encanto delineado. Alva, branca, branqueado.
Transparência e fogo. Sabor de Rum almiscarado.
Na ponta dos pés, mostras as ancas. Assanha.
Lascívia de manha.
De exausta manhã, depois do proibido feno...
Mas...tal na lua, como em sol a pino, bailas.
Rodas e rodas e rodas, ao som dum violino.
E então: eis que me fizeste menino, desatino?
Desatinei.Teu eterno inquilino...

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