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Sou terra, por ter razões. Sou berro, se aberrações. Sou medo, porque me dou. Sou credo, se acreditou

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Moenda

Eu não queria fazer um poesia instantânea, como chocolate em pó.
Queria uma poesia espontânea, nada sucedânea, remédio de um tiro só.
Queria fazer uma poesia eterna, como quem hiberna sobre uma perna.
Uma poesia nada efêmera, forjada como têmpera, fogo de perene lanterna.
Queria criar uma poesia, que aliciaria a qualquer um, com poder de anestesia.
Fazer um poema, tão complexo como teorema, versos com poder de dilema.
Compor versos adversos, desconexos, sem falar de ósculos ou amplexos.
Nem de amores, estertores românticos, apaixonados xamânicos, preceitos platônicos.
Falar com estrofes cintilantes, luxuriantes, de algo completamente acachapante.
Queria uma poesia de poetas sem piedade nem dó, rudes como a mais dura pedra mó.

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