
é Natal !
blem, blem, blem !
Tocam os sinos todos meio moucos
crianças friorentas trincam nas ruas
dormindo ao relento das sujas luas
famintas, agarram nas mãos de loucos
é Natal !
blem, blem, blem !
Nasce de novo o “bambino” Cristo
mesmo assim, ainda ladino, insisto
em driblar a minha torpe morte
bebendo um trago amargo de sorte
é Natal !
blem, blem, blem !
Batem na porta de damas, estrangeiros
trazendo lorde e fumo, todos dinheiros
sucumbem ao tato, paladar, ventre e cheiros
espalham os vermes, sutis marinheiros
é Natal !
blem, blem, blem !
Trocam ruínas todas meio toscas
nascem bancarrotas de torres e pua
fingindo remendo de lide crua
malditas, esbarram nos vãos dos foscos
é Natal !
blem, blem, blem !
Latem na horta de lamas, açougueiros
comendo , morde e sumo, todos toureiros
lucubrem ao vácuo, acasalar, entre e meios
escolham os cernes, matiz viajeiros...
é Natal !
blem, blem, blem !
um dia apenas...até o ano que vem.
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